Abram seus corações e vinde à mim, pervertidos e devassas: qual dentre vocês já tentou praticar o Kama Sutra?! Sério, dia desses, “esbarrei” com um exemplar e – vamos falar claro aqui – aquilo é sacanagem. Ok, com trocadilho.
Todo mundo conhece o livreto ou já viu uma ou outra figura isolada. Na época que eu fiz faculdade, certo dia, uma garota levou um exemplar que correu a sala inteira e que parou um tempo na minha mão. Ali, eu vi que das duas uma: ou eu era muito garoto na “arte de amar” ou, realmente, algumas pessoas falavam sério quando diziam que faziam “sexo com os pés nas costas”.
Não preciso nem dizer que estar na cama, curtindo o momento, sabendo que há um manual de instruções que uma louca quer usar, não é a coisa mais relaxante do mundo. Afinal, beber um vinho, entrar no clima, ficar nú e fazer um alongamento caprichado para tentar “a picada do escorpião” não me parece recreação. Porra! Se eu quisesse fazer alongamento e exercício alcoolizado, beberia antes de ir a academia, e não depois!
Sério, acho que o Kama Sutra deveria vir com um lençol estilo Batalha Naval. Não, não, na boa. Se você jogar na internet, deve encontrar os movimentos for dummies, que já requerem uma flexibilidade e boa vontade acima daquela apresentada numa segunda-feira a noite, por exemplo. Para os movimentos mais difíceis, só casando com uma das contorcionistas do Cirque du Soleil, irmão! Aliás, duas, para o caso da primeira quebrar quando vocês tentarem executar “o pouso da garça invertido”.
Na boa, nós, ocidentais, não temos como competir no quesito “competência” com o povo indiano. Os caras são flexíveis, dançarinos exímios e bonitos como o Márcio Garcia e a Juliana Paes, meu caro. Este povo nasceu para amar e fazer amor, minha gente – menos os dalits, é claro. E aí, vai você – 15 quilinhos acima do peso – e a Dona Patroa, querendo inovar, e conseguem um músculo trepado (e não no bom sentido), além de um mal-humor que perdura, brincando, um fim de semana.
Gente boa, apimentar uma relação já é algo complicado, então, particularmente, eu daria prioridade à coisas que não acabem fazendo você precisar de um cartão gold do plano de saúde.