Avatar (ou “Tudo azul”) + CineRodapé

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Tenho um problema sério com James Cameron. Meu rancor de cinéfilo consegue esquecer que ele é o responsável por “Aliens” e por “Exterminador do Futuro”, toda vez que me lembro de “Titanic”. Na boa, acredito que o navio afunde não por conta do iceberg, mas porque está cheio de gente mala dentro dele.

Bom, mas então o cara resolveu sacar, do nada, um filme 3D sobre o choque cultural entre seres humanos e criaturas azuis (em animação), certo? Aquela velha ladainha de seres humanos maus, que acabaram com o próprio planeta, querendo devastar outro lugar por ganância, enquanto índios africanos azuis alienígenas tentam defender a natureza e o lugar onde vivem. Como eu disse: aquela velha história…

Acontece que o filme é foda. Tão foda que falei o palavrão, sem censura, e para demonstrar o quanto achei realmente foda, repetirei 4 vezes. Foda!

Não dá para fazer uma sinopse realmente boa do filme. Sua trama é simples e até óbvia, mas é bastante orgânica e conectada, e tentar resumi-la seria realmente diminuí-la. Mas acho melhor assim. Confesso que fui ver o filme sem saber nada – NADA! – sobre o que ia assistir. Sabia dos efeitos especiais e sobre o Sr. Cameron, mas não vi trailer, não tinha noção de enredo e nem quem eram os atores. E com isso, tive uma experiência cinematográfica que não conseguia ter desde Matrix: ser completamente surpreendido. Seja pela história em si ou por toda tecnologia empregada, o paralelo me veio a cabeça.

Se, em 1999, o bullet time pirou todo mundo, te digo de coração que a “animação” de Avatar está a anos luz do que vimos em qualquer lugar recentemente. Olhos com profundidade, sorrisos sinceros e expressões faciais claras e perfeitas. “Beowulf” que já era ruim, agora esta me parecendo um daqueles antigos desenhos da Marvel.

E vá ver em 3D! Tenho visto filmes com esta nova tecnologia há algum tempo, graças ao meu filho, mas o que James Cameron faz aqui é sacanagem. Desviei de uns 2 galhos pelo menos. Sim, eu sei que é mais caro, mas é uma experiência visual única. De explodir a cabeça.

Sério, se ainda for possível, não veja trailer algum – incluindo este aqui abaixo –, não veja os documentários que estão brotando na TV a cabo e nem leia nada sobre o filme. Aliás, para ajudar você e manter minha posição, vou encerrar aqui. Se você correr, dá tempo de ver o melhor filme de 2009 ainda este ano. Vá se surpreender e, depois, me diga o que achou.

27 dez|2009



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