Boogie Wonderland (ou “Off Road”)

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Despedidas de solteiros são boas festas para todos. É quase como voltar a ser criança e descobrir que Papai Noel vai te recompensar por ter sido um menino mal, desde que você mantenha tudo em segredo.

poledanceDias desses, com um grupo seleto de amigos, participei de uma despedida de solteiro daquelas que você já sabe que vai render quando recebe a convocação e a lista de soldados destacados. Neste ramo, já sabemos que toda guerra tem suas casualidades e, sejamos francos, depois que você vai a um american bar, com pole dance e dançarinas exóticas, você entende melhor os planos do filósofo e sociólogo Ary Toledo para seu casamento com Rosinha. Então a regra de ouro das “Despedidas” é: o que acontece na festa, se despede na festa. A maioria de nós acredita que só existe esta regra, já os mais selvagens ainda sustentam uma segunda lei que versa sobre “não ‘acender a Tocha Cubana’ se a mesinha tiver mais de 70 centímetros”, mas este pessoal, geralmente, não fala sobre este assunto e desconversa quando questionados.

Bom, quando a porta se fechou atrás de nós, sabíamos que não estávamos mais no Kansas. É impossível conter a sensação de que as professoras esqueceram de você no recreio e o parquinho está completamente livre. É um mundo de possibilidades com toda sua dose de perigo e, ao olhar em volta, tudo o que você vê te leva a crer que sua carreira como homem-bomba foi um sucesso e que Alah está te recebendo no céu com seu séquito de virgens. Ou quase isso.

Sim, nós, homens, somos idiotas assim mesmo e deve ter uma base científica para isso. O caso é que os mais fracos – e que são maioria – entram em frênesi num piscar de olhos.

É difícil para o homem comum, cansado de guerra, resistir a uma garota que está girando lentamente, de cabeça para baixo, no mastro – de pole dance, seu indecente –, fazendo loucuras com uma vela. Isso muda a vida de uma pessoa para sempre! Para se ter uma ideia, há quem diga que foi isto o que aconteceu com Norton Nascimento. O enfarto seria só uma desculpa para a esposa dele, mas isto é uma outra história.

Você deve entender: as mulheres nestes lugares não são reais. Não, não estou sendo um porco machista, isto era para ser uma espécie de elogio. Estas moças, naquele espaço de tempo, se esforçam para ser seu maior sonho de consumo, então há poesia nisto. Sou só eu que vejo isto?! E sim, elas topam conversar apenas, no bar e bebendo. Sem custos. E são simpáticas e com várias histórias divertidas para contar. Não, não estou dizendo que seu marido falou a verdade para você, e nem sei onde ele estava na quarta-feira passada, só que há várias formas de se divertir, quando você quer realmente se divertir apenas. E quer saber? A regra de ouro, que esta em algum lugar na constituição nacional, me permite só falar mais que isso em juízo.

Enfim, entre mortos e feridos, na maioria das vezes, salvam-se todos. Menos o cara que abusa do Black Label paraguaio e que vai receber olhares “I-know-what-you-did-last-summer style” do restante do grupo para o resto da vida.

10 jul|2009



COMENTÁRIOS

  1. Daniel Moto-Moto disse:

    Isso é coisa pra solteiros! Eu sou um homem casado, não gosto dessas coisas… tá, tá bom, minha mulher lê o Homem Baixo. Mas mesmo se ela não lesse…

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