É dificil falar de “Brüno”. Nunca senti tanta vergonha alheia na minha vida. NUNCA! E nunca fiquei preocupado com minha imagem e meu bom nome ao sair de um cinema.
Quem viu “Borat” sabe que Sascha Baron Cohen é destemido em fazer vergonha. O cara simplesmente não tem apego a convenções como dignidade e amor próprio. Digamos que Brüno – o mega-fashion modelo austríaco, apresentador de um programa de moda que é influente em todos os países de língua germânica, menos na Alemanha – faça Borat ficar parecendo uma comédia do Steve Martin. No máximo um do “Férias Frustradas”.
O filme conta a epopeia do personagem título para alcançar o estrelato mundial, após ser banido dos desfiles e perder seu programa. Com a mesma fórmula que usou em seu primeiro filme, Sacha cria um falso documentário, dentro de uma história, ou melhor, dentro de um fio condutor.
O filme rompe qualquer barreira do humor politicamente correto. Piadas racistas?! Estão lá. Piadas sobre homossexuais?! O filme é todo sobre isso. Religião?! Confere. Nudez desnecessária?! Ora, por que não?!
Confesso que, em alguns momentos, tive certeza que Cohen deve ser dicípulo de Ivo Holanda, devido ao enorme apresso pelo risco que o cara apresenta. Afinal, provocar, com piadas homossexuais – digo assim para para atenuar o teor -, terroristas israelitas, judeus e rednecks do sul dos “Estados Unidos & America” são coisas que nem os caras do Jackass tiveram a coragem de fazer até hoje. Aliás, o maior mérito do filme é fazer um bando de coisas que ninguém jamais fez até hoje.
O maior problema é que, enquanto em “Borat” parecia queSascha usava seu personagempara desvendar um Estados Unidos mesquinho, tacanho e preconceituoso, com seu autríaco delumbrado, o quefica é a intensão de chocar. É como ver uma versão sem limites do programa “Pânico”, só que sem nenhuma gostosa de biquini, o que incomoda um pouco. Na verdade, o que incomoda mesmo é ver Brüno de fio dental.
Enfim, o filme é um programa divertido se você é amoral para humor e não liga para aquela sensação de “estão olhando estranho para mim” na saída do cinema. Até porque, se as pessoas estavam na mesma sessão que você, elas estarão te olhando estranho.
Grande Scaffo, concordo em parte com a crítica a Brüno. Realmente, ele vai aonde nenhum comediante jamais foi. Mas, ao meu ver, o filme é altamente crítico, inclusive superior à crítica em Borat. Se neste, o foco é no mesquinho e tacanho EUA (concordo com vc), Brüno vai além: dentro dos pequenos grupos: os pastores, a briga palestino-israelita, os homofóbicos, os próprios gays, as celebridades com seus programas fúteis e pior: com a moda de salve o planeta, adote uma criança, etc etc. Acho que ele direcionou a crítica. Ele mostrou como são ridículos todos os grupos com suas pequenas verdades.
tb quero ver, vou baixar! aliás, aconselho a fazer isso pra não te verem saindo dos filmes gays huahuahuahua
Voltou a comentar sobre cinema??? Pooo to doida pra ver esse filme !!!
Beijos