Chupa essa (ou “Twilight Zone”)

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Resolvi abordar o assunto “Crepúsculo”.

Alguns podem dizer que estou atrasado com a pauta, mas deixem-me explicar: algumas coisas na vida te atingem como um soco direto e bem dentro da cara – Calipso é exemplo físico disto –, porém existem as questões que te pegam de surpresa, tipo quando aquele seu amigo idiota resolve aquecer um isqueiro colado à sua calça jeans, na altura da sua panturrilha: o calor não é imediato, mas depois que vem, bate forte. E isso aconteceu com os vampirinhos emo de Stephenie Meyer. A mulher não tem um “A” nem no nome, nem no sobrenome. Não dá para esperar nada de bom de uma pessoa assim.

Na boa, minha gente, que fique claro que tudo que eu disser aqui será baseado simplesmente no meu preconceito obtido através de comentários de amigos e de leitura de notícias aleatórias, além da cara de fresco canastrão de Robert Pattinson. Como disse em outra ocasião, a sensação que tenho é que o sujeito teve aulas de interpretação com Luke Perry. Cacete!

Sou bem favorável à novas variações de um mito e os vampiros estão aí para isso. O tema já foi bolinado de tudo que é jeito, mas eu acreditava que haviam estabelecido “Entrevista com o Vampiro” como o piso da categoria no que diz respeito à frescura. Afinal, este é um filme onde Tom Cruise usa cabelinho frisado e a coisa mais aterrorizante é uma menininha de 10 anos.

Mas a séria série “Crepúsculo” está de sacanagem. Não permito que ninguém, além de garotinhas de 15 anos, acéfalas e amantes de mangá, ache este troço interessante. Nós estamos falando de um livro – uma cacetada deles, para falar a verdade – onde temos um vampiro de 98 anos de idade que ainda freqüenta o colegial, além de pegar uma garota que é 82 anos mais nova que ele! Putaquevospariu, alguém ligue para o Guinness e registre o maior caso de adolescência retardada da história, por favor!

Eu não sei em quanto tempo aparece – nem no livro, nem no filme, graças ao bom Deus! – o lance da pele tratada com “Seda toque de veludo” do rapazote, mas só isto já deveria por juízo na cabeça do usuário desta obra e fazê-lo largar de vez essa vidinha medíocre de olhinho apertado, jeitinho melancólico e cabelinho com gel. Digo do fundo do coração que, se a autora queria colocar os caras para andar de dia, não precisava dizer que eles sofriam com o efeito Globeleza toda vez que expostos ao sol. Aliás, apenas um vampiro deveria ter o direi de andar ao sol: Blade, o caçador de vampiros! Que pelo visto tem dormido no ponto legal.

Sério, depois de “Drácula de Bram Stoker”, ninguém deveria mais falar sobre vampiros e romance. Temos um filme definitivo sobre o assunto, que tem uma história primorosa e um elenco fenomenal, apesar de Keanu Reeves, e com Gary Oldman, que é um cara que tem aquela aura “Jack Nicholson style” – aquela que te faz acreditar que ele só está rindo para você, por que ainda não encontrou uma forma realmente dolorosa de te matar, saca?

Então é isso. Como pode ver não tenho base para falar mal do negócio, mas não, não vou correr atrás para conhecer o bestseller e ter chance de mudar de opinião. Amo meus preconceitos e me dedico muito a cultivá-los.

11 dez|2009



COMENTÁRIOS

  1. Daniel Moto-Moto disse:

    Cara, nunca concordei tanto com vc!!! eu assisti essa bosta e a única coisa realmente boa é a … é… hmmmmm… bom, são os créditos! Muito legais por sinal! bem diagramadinho, fontes legíveis… bem bacana!

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