Onibusfobia (ou “Na vida, tudo é passageiro…”)

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Meu nome é Fábio Scaffo e eu tenho problemas com onibus. Comecei a pegar um dia ou outro, nos tempos de colégio e, hoje, costumo usar umas duas vezes por dia. As vezes até mais. Não, não sou adicto desta desgraça. Eu sou é dependente mesmo.

Sinceramente, se a única coisa que me une àquele bando de pessoas que eu não conheço é a direção para qual estamos indo, isto poderia – melhor: deveria! – ser feito com mais distancia entre nossos corpos. Pelo menos distância suficiente para que nossas pernas não roçassem ou eu acabasse com uma estranha – com duplo sentido – deitada em meu peito. Mas isto é para quem tem sorte de viajar sentado.

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Já reparou numa plaquinha, que fica atrás do motorista, dizendo que cabem 45 passageiros sentados e 50% deste número em pé? Ela me faz acreditar que o interior de um coletivo é imune à matemática e a física, pois 50% de 45 não é igual 137 pessoas, 9 malas de viagem e um violoncelo. Eu andei em coletivos que pareciam mais uma grande e irregular construção de Lego, companheiro, e isto é algo que muda sua crença que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço.

Tenho para mim que, quando uma pessoa tira a carteira D e consegue ser contratado para dirigir em alguma empresa, além de seu uniforme, o sujeito recebe um livro, um tipo de Guinness Book dos transportes, onde existem recordes a serem batidos como “quantidade de rostos colados no parabrisa em uma única freada” e “abarrotamento de corpos”, que eu caso cenzinho se não é a grande vedete deles.

Bom, acontece que, desde o início, o onibus não foi feito para dar certo, mas, na boa, o que esperar de uma invenção francesa?! Amigos, os franceses só trouxeram 3 coisas boas para a humanidade: o biquini, o pão francês e o ménage à trois. Não, o Creme Brûlée não é uma invenção francesa, e sim dos espanhois, que já o faziam no século XVII, com o nome de Crema Catalana, mas com o acréscimo de amido de milho ou farinha de trigo. Se duvida, joga no Google!

De qualquer forma, assim como aquela propaganda do Ford Fusion, daqui a 5 anos quero estar dirigindo um carro, e assim como o rapaz da propaganda, não vou me importar nada se ele for de 2009. Pros diabos! Eu não vou nem me importar se ele for de 1999. Não, não! Isto já é exagero.

31 jul|2009



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