O cinema poucas vezes produziu algo tão grosso, violento e sanguinário como Os Mercenários (The Expendables). Stallone não sabe a idade que tem e o filme limita-se a emular um tipo de ação dos anos 80, com cortes de cena dos anos 90 e trilha sonora dos anos 70. E tudo isso só faz o filme ser excelente!
Não vou perder seu tempo, ou o meu, falando sobre o que é o filme, pois tudo que acontece nos 103 minutos de projeção é só um monte de clichês (narcotráfico, agente renegado da CIA, mocinha em perigo, 40 inimigos para cada herói) que servem para a glorificação da violência estúpida. São porradas secas de um lado, pessoas explodindo do outro e tudo isto apoiado não no carisma dos personagens (já que o máximo que nos aprofundamos neles é saber seus sobrenomes), mas nos atores que são ícones do cinema brucutú e desfilam, entre sopapos e facadas, demonstrando química uns com os outros te fazendo acreditar que os brutos também amam! Sim, me empolguei.
Ah! Qualé! Você não esperava um filme com história, certo?
Stallone mostra que ainda dá um caldo no cinema de ação. Deixe de ser chato e desligue o cérebro, cacete! Melhor, deixe ele em casa e vá para a sessão preparado para receber uma dose cavalar de violência frenética e excessiva, daquelas que te faz urrar e contorcer-se na cadeira.
Sinceramente, espero ansioso que Expendables 2 saia logo, trazendo novas (velhas) caras ao panteão de ignorantes de Stallone, como Van Damme e Seagal (que iriam participar deste, mas roeram a corda), Chow Yun-Fat, Danny Trejo, Wesley Snipes, Chuck Norris e outra leva de astros do cinema testosterona.
