Ainda estou empolgado com o que vi no último sábado, com o que talvez seja (e na minha opinião é) o melhor filme da PIXAR. Uma obra de arte, tanto em roteiro, quanto visualmente.
A sinopse do filme é, resumidamente: Carl Fredricksen (dublado com muita responsabilidade/maestria por Chico Anísio) é um vendedor de balões de 78 anos que é obrigado a deixar a sua casa, pois sua humilde residência está “atrapalhando o progresso” da cidade que cresce e alimenta aqueles que vivem de especulação imobiliária. Mas, ao invés de deixar o seu lar cheio de lembranças para trás, ele decide levá-lo junto, levantando-o do chão com milhares (hipérbole) de balões e um sistema de voo caseiro (literalmente! Hehe!) e assim aproveitar para realizar um sonho que ele tinha desde criança. Mas ele não contava era com Russell, um mini-escoteiro de 8 anos, que acaba embarcando acidentalmente, como você já deve ter visto nos trailers.
E até chegar a esse ponto, já aconteceu bastante coisa. Logo nos primeiros instantes do filme, você se depara com um jovem Carl sonhador, e começa a entender o porque da aventura que vai se seguir, como também ganha um filme a parte, que poderia muito bem ser um curta metragem exibido separadamente, sendo singelo e sensível.
A história é emocionante do início ao fim. Mas o humor também é constante, e o que te faz rir, geralmente, é algo que vem do inesperado. É claro que se nota um grande apelo infantil, mas não é nada que torne o filme bobo, ou menor (como detestáveis piadas de flatulência), é um filme muito agradável de se assistir, e lhe garante muitas gargalhadas que lhe lavam a alma, é bom se sentir criança de vez em quando!
Os personagens são muito bem trabalhados, nos cativam em pouco tempo e você tem deles muito mais que: uma óbvia relação entre uma criança e um senhor idoso e o contraste de seus mundos diferentes, e blábláblá…
O filme é muito mais do que isso, ele explora diferentes ângulos muito mais profundos da vida, que só não vou comentar para não estragar as surpresas.
A única coisa que não foi excepcional foi o 3D (no sentido de ver as coisas pulando da tela), que não faria muita diferença se não estivesse lá, e serve mais para tornar o ingresso um pouco mais caro… Mas o ingresso vale muito a pena e no final, UP! – Altas Aventuras é, alem de uma obra de arte, é uma lição de vida. E vem mais uma vez comprovar a superioridade da PIXAR quanto a roteiros e qualidade de animação gerada por computação, sem exageros.
Ps: A dublagem nacional é excelente, e não tem ceninhas depois dos créditos. Mas você tem que ver os créditos!