Dicionário tendência

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O dicionário Oxford “tá de sacanage”. Se existisse alguma coisa como “o dicionário tendência para a estação” seria ele.

A cada ano o ilustríssimo compendium aumenta seus verbetes com palavras novas, principalmente, se estiveram envolvidas em situações famosas ou caíram em gosto popular. As novidades da “coleção inverno/verão 2010″ são expressões que envolvem o miserê pelo qual o mundo passou com a crise financeira, como “overleveraged” (ter tomado débitos demais no mercado) e “quantitative easing” (introdução de dinheiro novo no suprimento do Banco Central), mídias sociais (“defriend” – tirar alguém da lista de amigos de uma rede de relacionamento social; e “tweetup” – um encontro organizado por meio de posts no Twitter) e uma penca de gírias idiotas usadas por americanos, tais como “bromance” (que seria um relacionamento próximo entre dois homens, mas sem sexo – coisa de enrustido!), “frenemy” (que é aquela amizade escrota entre pessoas que vivem se aporrinhando) e “interweb” (porque simplesmente dizer “internet” é muito anos 90).

Na boa? A única palavra que me matou ter entrado foi “vuvuzela”. Porra, Oxford! Eu já tinha conseguido esquecer esta joça e você agora oficializa a existência dela?! Tenha dó!

Ao todo, foram mais de 2.000 palavras e frases que engordaram a papelada do pai-dos-burros americano (ou seria pai-dos-burros americanos?) , totalizando para lá de 2 bilhões de termos utilizados no cotidiano.

19 ago|2010
Arquivado em: Cotidiano



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