
Chega as locadoras, esta semana, o último filme de Clint Eastwood como ator: Gran Torino.
Não, doente, o cara não morreu – isola isso! –, mas decidiu que está velho e cansado demais para atuar, e que o que ele quer mesmo é ficar por trás das câmeras. Com isso, somos brindados com um belo filme sobre as dificuldades de envelhecer com dignidade. Sim, eu sei que Eastwood tem feito e refeito este tema desde “Os Imperdoáveis”, mas o cara tem a mão certa para este assunto. E sou fã do trabalho dele como ator e diretor. Pronto, falei! Então pare de me amolar!
A cruzada sobre a terceira idade de bom e velho Clint já nos presenteou com outras maravilhas como “Cowboys do Espaço”, “Menina de Ouro”, “Na Linha de Fogo” e “Ponte de Madison”. E sim, sei que ele não dirigiu “Na Linha de Fogo”, mas o tema está lá.
Em Gran Torino, temos o velho Walt Kowalski, um veterano da Guerra da Coréia, que mora em um bairro que está vivendo uma transformação de vizinhança ao virar alvo imobiliário de famílias coreanas. Como se trata de um daqueles americanos tradicionais – e ele consegue fazer isso sem parecer imbecil –, o personagem de Clint, um senhor por volta de 70 anos, está mais seco que nunca. O cara é tão motherfucker que fica impossível não compará-lo com outro personagem de Eastwood: “Dirty” Harry Callahan. Clint mantém aquela mesma cara de pedra, com aquele olhar capaz de fazer qualquer um – QUALQUER UM! – querer estar do lado dele durante uma confusão.
Já no início do filme, o Sr. Kowalski (não tenho autorização para chamá-lo de Walt, então não abuso) está enfrentando a perda de sua esposa, aparentemente, seu grande amor e único motivo de contato social dele com o que quer que seja, desde religião a até mesmo seus filhos. Não dá para censurar o cara, já que o novo padre é um frango e seus filhos são típicos idiotas. Assim sendo, só lhe restam duas coisas com o que contar: sua labrador, Daisy, e seu carro, o Gran Torino do título, que vira alvo de uma gangue local. Ao mesmo tempo, o Sr. Kowalski começa a interagir e afeiçoar aos vizinhos, que são vítimas diretas do mesmo pessoal. Já imaginou onde isto vai parar, certo? Então tente de novo.
Não vou dizer que este é o melhor filme da carreira (longa) de Clint Eastwood, já que não é, mas vale a pena demais ver a ultima atuação deste ícone do cinema, fazendo mais do mesmo e cada vez melhor. E de quebra, o cara ainda canta, com aquela voz de “make my day, punk!” a canção tema da película, o que demonstra coragem de inovar, ainda mais nesta altura do campeonato.
Vou ver esse filme amanhã, depois eu comento se é bom ou não
“Ponte de Madison” uma maravilha ?????????????????????????????? VSF !!!!!!!!!!!!!
“ta com a voz fina …. tú é viado ?”