Rock é um estilo musical rebelde por natureza. Com causa ou sem causa, a marca registrada do rock não está em pélvis balançantes, suas guitarras estridentes, caras pintadas ou na não necessidade de vocalistas afinados, mas sim na capacidade mutante do estilo, que a cada geração muda com um único intuito: f%d&r a cabeça da geração anterior. Sério, dá uma olhada e note que desde de Elvis a coisa funciona do mesmo jeito.
Nos dias de hoje, onde morder pombos, quebrar instrumentos e subir no palco completamente chapado não nos assustam mais, os hormônios adolescentes, ansiosos por aporrinhar alguém e chocar aos pais toda vez que se arrumam para sair, decidiram que, desta vez, bancariam os malditos passivo-agressivos e encontraram na “sensibilidade extremada” uma arma eficaz para causar uma boa discussão com a mãe, pelo sumiço da maquiagem, e com o pai, para que aquela frescura toda acabe logo.
Não há nada de novo no movimento EMO. Eles usam maquiagem exagerada, que Bowie, Kiss, Alice Cooper e Ozzy já usaram. Eles são paz e amor (apesar de “ não conseguirem paz, pois ninguém os compreende e do amor doer tanto”) como a geração hipponga maconheira dos anos 70. Ah! Normalmente não consomem drogas, além das músicas do Fresno e de quadrinhos japoneses de temática fresca e com personagens andrógenos.
Eu poderia passar a tarde inteira malhando os Emos (e os japoneses, por que não?), mas não vale a pena. Você acha o emocore ruim? Coloca para sua mãe ouvir. Melhor! Coloca para seu avô ouvir e pergunte a opinião. Se ele conseguir compreender, vai ter uma reação similar a quem descobriu na hora errada que comprou papel-toalha e não papel-higiênico. Não, não é legal. Sim, a pessoa sente o chão escapar. Mas o que quero dizer com isso é que se você acha os caras ruins agora, pense no que seus filhos e netos vão ouvir só para te contrariar, ok? Deu até saudades daquele adolescente “suicida” de franjinha agora, não deu?!