Acho que todos tomaram conhecimento sobre o canino endiabrado chamado Marley do livro do John Grogan, quem não leu o livro viu o filme então não há desculpa para não saber sobre o que eu estou falando.
Bom, desde que o meu pai leu o livro “Marley e Eu” ele cismou que queria um labrador (leia-se labralouco), então eu dei um “Marley” de presente para ele no dia dos pais. Essa semana eu passei uma semana seguida na casa de praia com o nosso “Marley” que atende pela alcunha de Capitu!
As frases que eu mais ouvi essa semana foram :
Quando aquele pequeno cãozinho, tão lindinho, tão fofinho chegou aqui em casa e logo reparei que ela tinha um olhar de cachorro perdido no caminhão de mudança, e achei que ela tinha “olhos de cigana oblíqua e dissimulada” e assim a batizei: Capitu!

Capitu, Capi, Capitoca como queiram chamá-la é o cachorro mais louco que eu já vi em toda a minha vida, e olha que eu já tive uma porção de cachorros. Para quem está acostumada com um bulldogue que a ginástica de maior impacto realizada é se jogar de um lado para o outro, comer e dormir,confesso que Capitu me deixou um tanto quanto perplexa. De onde sai tanta energia? Ela é pior que aquele coelhinho da pilha Duracell, a energia dela não acaba nunca.
O cachorro está sempre aprontando alguma coisa, se ela não está roubando comida em cima da mesa, ela está comendo qualquer objeto que ela veja pela frente ou então está mergulhando na piscina e ensopando a casa inteira, enfim, o cachorro é o diabo em forma canina.
O Marley não foi um marketing, ele realmente existiu e começo a achar seriamente que ele reencarnou no labralouco dos meus pais. Se daqui alguns anos vocês se depararem nas prateleiras das livrarias com seguinte livro: “Capitu e eu” podem ter certeza que não estarão lendo nada sobre a tão famosa personagem de Machado de Assis , e sim, lendo as desventuras de mais um retriever do labrador alucinado!