Ser nerd não é uma questão de gosto, é uma questão de sina. Não é algo fácil e nem sei se é recomendável.
Pelo consenso da maioria, formada em geral por ignóbios preconceituosos, o nerd é uma figura esquisita, sem cor e sem vida social, viciado em alguma coisa inútil e com humor estranho. O que não chega a ser mentira, apesar dos pesares.
Faço parte deste nicho há alguns anos. Tempo suficiente para ver todo tipo de pessoa e todo tipo de bizarrice. Desde aqueles que não sabem que são ou vivem em negação até os que os malditos Trekkers, que são o que há de mais xiita e ultra-radical no ambiente nerd. Eles são o nosso Talibã.
Sou aficionado por quadrinhos e, modéstia a parte, sei de poucas pessoas que conheçam tanto a história do Universo Marvel, até 2008, quanto eu. E sim, tenho orgulho disto, apesar de ter consciência que o efeito prático disto, no “mundo real”, é nulo. Gostaria de por isto no meu currículo, mas não posso.
Ser nerd é isso: é gostar mesmo de alguma coisa que, geralmente, passa an passant para a massa; é querer saber mais sobre seu hobbie e ter prazer em falar, discutir e, quando e como possível, imergir nele. Normalmente, estamos ligados à ficção, seja filmes, livros ou séries, e também somos notórios por tecnologia em geral, mais especificamente computadores e videogames, mas existem tipos mais raros. Conheço, por exemplo, um cara que é nerd clássico de Fórmula-1 e que só aceitou essa denominação depois de uma boa argumentação.
O caso é que o mundo é injusto com os nerds. Se o cara é um extremo conhecedor de trilhas e faz rapel, ele é “o” cara, as mulheres o perseguem e a família espalha, pela casa, fotos dele de óculos e capacete subindo o Pão de Açúcar. Mas se o cara sabe tudo sobre o universo expandido de Star Wars e joga RPG, ele, com sorte, conhece alguma garota e, com certeza, a família não vai ter um foto dele vestido de Jango Fett empunhando sua Westar-34 enfrentando três Clonetroopers. Injustiça pura! Está certo que conheço pessoas exageradas, como já disse. Estas, geralmente, geram preconceitos até da própria galera. Afinal, ver uma figurinha, que pesa mais que um Ford Ka, vestida de Sailor Moon e cantando em japonês, não é normal em lugar algum no mundo.
Mas, por mais estranho e bisonho que seja, isto também é ser nerd e, de qualquer forma, temos que ser unidos. Afinal, nós somos, no final das contas, o povo escolhido por Ilúvatar, para herdar Asgard, quando nossos sabres-de-luz tombarem.
Vida longa e próspera a todos!
[...] dia 25 de maio, é comemorado o dia do Orgulho Nerd. Sei que já falei do orgulho nerd, há algumas semanas, mas a data não pode passar em [...]
Eu acho que eu não sou nerd… ou sou?
Fábio, nerd era xingamento na nossa época. atualmente ser nerd é maneiro, é descolado, é moderninho. E nerds são os que ganham dinheiro nesse maravilhoso mundo da internet! Nunca os nerds foram tao valorizados!
Seja bem-vindo de volta HB!! senti saudades! Fodinha o texto! só não sei que tipo de nerd eu sou…