Não, não vou me juntar ao coro que já está fazendo piada sobre a morte de Michael Jackson. Geralmente dou um prazo de 24 horas para começar.
É que simplesmente não tenho como não comentar a morte do cara que marcou minha infância. Com sua música! Com sua música!
Não há muito para dizer sobre a morte de Michael Jackson, apenas que acho estranho demais ter que lidar com a morte de uma pessoa que já havia se tornado um mito, que já havia entrado para a história. Um Rei como ele iria preferir.
O Rei do Pop estava afundado, nos últimos anos, por uma série de excentricidades e escândalos que acabaram ofuscando todo o talento que transformaram um caçula que usava Black Power no verdadeiro ícone da música na década de 80 e nas outras que vieram a seguir, mesmo sem lançar algo novo e decente nos últimos 10 anos.
Acho que, após transformar-se em uma caricatura de si mesmo, mudando de cara e mudando de cor, ao ponto do meu filho de 4 anos me perguntar uma vez “quem era essa mulher estranha”, Michael fez a única coisa que poderia fazer para provar que ainda era um humano no final das contas: se reinventou mais uma vez e tornou-se mortal.
Bom, longa vida ao Rei afinal.
I wanna rock with you.. all night ! Amo Michael !!!