
Bom, para mim, o cara que cismou que bar tem que ter música ao vivo, deve ser irmão do desgraçado que botou azeitona na empada.
O que que é o repertório dessa galera? E não basta cantar Ana Carolina, mas o cara tem que dar sua impressão pessoal da obra. Então, ele pega “Escada” que é para ser gritada, e canta como se Ed Motta estivesse interpretando João Bosco cantando “Papel Marchê”. Valha-me Deus!
Não tenho nada contra quem ganha seu dinheiro honesto, tocando em bares, no melhor esquema “um banquinho e um violão”, mas não dá para beber bem e ter uma conversa descente, quando você sabe que, mais cedo ou mais tarde, o maldito vai puxar “Borbulhas de Amor” e te deixar lembrando da música por uma semana inteira. O sujeito sentou e desejou ‘boa noite’, eu já me sinto ameaçado.
Na boa, o esquema banquinho e violão, me dá no saco. Mas poderia ser pior.
Estava num bar maneiríssimo, dia desses, na zona sul do Rio, com design moderninho, um show do Pink Floid passando na TV de 42” e U2 tocando num volume descente o suficiente para que você identificasse a música, mas que não atrapalhasse a conversa. Tão discreto que, em determinado momento, quando a música parou, não percebi. E foi aí que aconteceu. Uma figura, que se não era o Walmor Chagas, era o irmão mais velho dele, começou a entoar pérolas da MPB em seu teclado, com o ânimo de um Eddie Van Halen (para melhor referência, veja o clip de “Jump”), se sentindo claramente como Jean-Michel Jarre tocando no laser.
Quando o sujeito começou os acordes de “Espanhola”, tive visões com a morte de bebês focas, mas foi quando ele começou “Meu limão, meu limoeiro” que desisti e pedi para fechar a conta. Não dava para ficar ali mais um minuto, mas, para minha surpresa, o sistema da casa era no estilo execução chinesa, onde te apagam com um tirambaço e você ainda paga a bala. Isto é, na minha conta havia vindo o “cover artistico”. Tentei argumentar com o gerente que se soubesse que gravariam o Raul Gil naquele dia, não teria nem entrado, mas Walmor começou a tocar “Ronda”, caprichando na bateria eletrônica, aposto que de propósito. Paguei minha conta em dinheiro, já que esperar o processo do cartão daria tempo da lobotomia ser completa.
Sério: da próxima vez que, que eu encontrar o Walmor, enquanto estiver tentando beber um chopp, em um lugarzinho aprazível, e o figura começar a cantar “Fora-da-Lei”, ou vou fazer o lazarento sair por onde entrou, ou vai dar na primeira página, cena de sangue num bar na Avenida São João.
Num equivalente carioca, na verdade, mas você entendeu.
É porque vc não conhece o cantor de música ao vivo aqui do shopping… pqp !!! E pior que estou no meu local de trabalho não tenho nem o poder de escolha de ir embora.
Fala pessoas.
Vcs criticaram, pq ainda não fora ME assistir, fazendo o estilo “banquinho e violão”
Concordo com algumas passagens, masdevo discordar no fato de q vc se surpeendeu ao saber q tinha musica ao vivo no local. É obrigatório ter uma placa informado a atração e o valor do couvert, tendo isso, vc não é obrigado a entrar, se entrar, vc é obrigado a pagar o mesmo. No seu caso, vc não deve ter visto a placa, e se não tinha, o bar está errado em não colocar.
No mais, convido-o pra assistir meu voz e violão no Cantarel, dia 11 de Julho, e garanto q vc vai postar outra impressão do mesmo assunto.
Abraço
Eu odeio bar com música ao vivo. Da onde tiraram que isso é romântico? Pior que isso só o vendedor de rosas murchas amassadas num balde, causando constragimento para o namorado que achar que sua donzela não merece o mimo.
E eu adoro azeitona na empada. Aliás, adoro azeitona em qualquer lugar. Adoro azeitona!!!