O peso da idade

2
fev
1

Neste ano de 2010, nós, os autores de blog, completaremos 30 anos. E você se pergunta, ok, e o kiko? Jamais tive problemas com esse lance de idade, sempre achei que iria encarar numa boa a chegada das rugas e da maturidade. Mas ao ver os 30 anos se aproximando vou te falar que não estou nem um pouco tranquila… Os 30 anos são um marco, se considerarmos que a expectativa de vida seria por volta de uns 60 anos já estamos com metade do caminho andado.

Quem diz que a idade não pesa é mentira, ou ainda não sentiu os quilinhos extras que ela carrega. A idade balzaquiana está chegando e sinto que já não sou mais a mesma, não consigo mais comer e beber do jeito que eu comia e bebia, parece que tudo fica mais lento, mais pesado e mais caído, achei 3 novas celulites…

Nesta terça feira na hora que vcs estiverem lendo as minhas bobeiras eu estarei encarando um exame de endoscopia. Essa semana fui no gastroenterologista e ao perguntar sobre quais os tipos de hábitos que fariam mal ao meu estômago ele me respondeu da seguinte forma: “minha filha, a igreja católica possui os 10 mandamentos e os gastros possuem os 13 mandamentos” . Ao ler o papelzinho dos “13 mandamentos”, eu resumi a apenas um: esqueça qualquer tipo de vida prazerosa.
Porque tudo que é bom é ilegal, é imoral, engorda e faz mal ao estômago.



365 dias depois (ou “Sr. 2009, esta é ultima chamada para o embarque!”)

30
dez
1

E lá se foi um ano inteiro, hein?

Apesar de março ter sido estabelecido como o mês de aniversário deste blog, foi em dezembro, há um ano, que suas atividades começaram. Não me venha com censura, ok? Se Jesus nasceu em março e comemora aniversário em dezembro, por que não podemos fazer o contrário? Não, não estou querendo ofender nenhum cristão é só que… Ah! Dá um tempo! Se você não sabe que este é o tipo de coisa que eu digo, está chegando aqui hoje e não me conhece!

Ok. Então eu deveria tratá-lo bem, pois você não é um leitor/amigo e o blog quer ser lido. Sim, o blog tem um ego próprio.

Mas voltando: se você der uma lida no primeiro post, lá em 2008, vai ver que muita coisa mudou. Este espaço, que era o canto onde eu estava construindo meu castelo com as pedras que me jogaram e fazendo limonada com os limões que a vida me deu, se tornou uma ação entre amigos. Acho que já disse isso, mas é que, de certa forma, me orgulho bastante. É pequeno mais é todo nosso. E, oficialmente, tamanho não é documento. Sim, eu acredito nisto. Não, não tenho nenhum motivo particul… vão torrar outro!

Quero agradecer, em nome de toda Equipe HB (Daniel e eu, no caso), a cada um que esteve aqui e de alguma forma se divertiu. Aos que comentaram nos post, aos que comentaram com os amigos, aos que usaram tiradas que leram, aqui, fingindo que eram suas, aos que reconheceram piadas suas aqui e ficaram quietos, de coração, meu muito obrigado!

Que 2010 seja um ano de realizações, crescimento e prosperidade, para vocês, para mim e para todas as pessoas que gostamos. O resto, eu quero que se exploda! E longe de mim!

Feliz Ano Novo!



Chupa essa (ou “Twilight Zone”)

11
dez
1

Resolvi abordar o assunto “Crepúsculo”.

Alguns podem dizer que estou atrasado com a pauta, mas deixem-me explicar: algumas coisas na vida te atingem como um soco direto e bem dentro da cara – Calipso é exemplo físico disto –, porém existem as questões que te pegam de surpresa, tipo quando aquele seu amigo idiota resolve aquecer um isqueiro colado à sua calça jeans, na altura da sua panturrilha: o calor não é imediato, mas depois que vem, bate forte. E isso aconteceu com os vampirinhos emo de Stephenie Meyer. A mulher não tem um “A” nem no nome, nem no sobrenome. Não dá para esperar nada de bom de uma pessoa assim.

Na boa, minha gente, que fique claro que tudo que eu disser aqui será baseado simplesmente no meu preconceito obtido através de comentários de amigos e de leitura de notícias aleatórias, além da cara de fresco canastrão de Robert Pattinson. Como disse em outra ocasião, a sensação que tenho é que o sujeito teve aulas de interpretação com Luke Perry. Cacete!

Sou bem favorável à novas variações de um mito e os vampiros estão aí para isso. O tema já foi bolinado de tudo que é jeito, mas eu acreditava que haviam estabelecido “Entrevista com o Vampiro” como o piso da categoria no que diz respeito à frescura. Afinal, este é um filme onde Tom Cruise usa cabelinho frisado e a coisa mais aterrorizante é uma menininha de 10 anos.

Mas a séria série “Crepúsculo” está de sacanagem. Não permito que ninguém, além de garotinhas de 15 anos, acéfalas e amantes de mangá, ache este troço interessante. Nós estamos falando de um livro – uma cacetada deles, para falar a verdade – onde temos um vampiro de 98 anos de idade que ainda freqüenta o colegial, além de pegar uma garota que é 82 anos mais nova que ele! Putaquevospariu, alguém ligue para o Guinness e registre o maior caso de adolescência retardada da história, por favor!

Eu não sei em quanto tempo aparece – nem no livro, nem no filme, graças ao bom Deus! – o lance da pele tratada com “Seda toque de veludo” do rapazote, mas só isto já deveria por juízo na cabeça do usuário desta obra e fazê-lo largar de vez essa vidinha medíocre de olhinho apertado, jeitinho melancólico e cabelinho com gel. Digo do fundo do coração que, se a autora queria colocar os caras para andar de dia, não precisava dizer que eles sofriam com o efeito Globeleza toda vez que expostos ao sol. Aliás, apenas um vampiro deveria ter o direi de andar ao sol: Blade, o caçador de vampiros! Que pelo visto tem dormido no ponto legal.

Sério, depois de “Drácula de Bram Stoker”, ninguém deveria mais falar sobre vampiros e romance. Temos um filme definitivo sobre o assunto, que tem uma história primorosa e um elenco fenomenal, apesar de Keanu Reeves, e com Gary Oldman, que é um cara que tem aquela aura “Jack Nicholson style” – aquela que te faz acreditar que ele só está rindo para você, por que ainda não encontrou uma forma realmente dolorosa de te matar, saca?

Então é isso. Como pode ver não tenho base para falar mal do negócio, mas não, não vou correr atrás para conhecer o bestseller e ter chance de mudar de opinião. Amo meus preconceitos e me dedico muito a cultivá-los.



Todo castigo é pouco (ou “O que aprendi com Pedro e o chip”)

27
nov
6

shunli_ryuVocê conhece uma pessoa especial e o mundo fica mais belo, não é assim? Tudo fica com mais cor, a comida com mais sabor e a vida com mais prazer. Como é bom estar apaixonado e sustentar aquele sorrisinho abobado, de canto de boca, que você nem sente que está ali. O amor tem este lado fascinante e que dura em torno de um mês. Aí, vem a realidade – essa vadia vingativa – e joga tudo para o alto.

É incrível como relacionamentos podem ter este extremo: começando que é uma beleza, estilo fim de novela da Globo, e terminando like hell, com direito a escândalos, choradeira, bebedeira e orgias envolvendo animais exóticos de pequeno porte. Ninguém está imune a isto e basicamente todos que conheço já passaram por esta situação ou a criaram.

Primeiramente, digo que é fácil saber qual foi o lado da relação que tomou o pé na bunda: é justamente o daquela pessoa que diz que término foi consensual. Sejamos sinceros, minha gente, e vamos admitir de uma vez por todas que isto não existe, ok? Sempre tem um lado que toma fumo, sai lanhado, quer voltar ou não quer nem sair. Sempre tem um lado que resolve mandar a dignidade para o vinagre e suplicar, pedir e implorar, prometendo mundos e fundos, ignorando que com isto, os fundos já estão para jogo há muito tempo.

Estar no lado derrotado é uma experiência única. Eu, particularmente, não confio em ninguém que não tenha tomado um toco severo. Um término ruim de namoro, noivado ou casamento (ou qualquer prática de socialização entre dois indivíduos que envolva sexo regular) é a forma definitiva de você conhecer alguém de verdade. É ali que a figura vai encontrar seus extremos seja passando a noite comendo sorvete e chorando em posição fetal, ou bebendo tudo e saindo para fazer merda, independente de que merda seja. Aliás, o término ruim é onde o seu limite é definido. É onde homens se comportam como mulheres e mulheres se comportam como loucas.

Nos homens, a coisa toda se parece muito com um chute no saco na nossa moral e motivação. Digo de cadeira que, a fase inicial desta situação em um homem adulto, é muito similar a primeira decepção amorosa de uma garotinha de 11 anos. Sério, a única diferença é que nossa barba parece entender a necessidade do espírito e cresce mais rápido para dar o aspecto exato que sua fossa precisa. Fora que, quando você consegue se erguer novamente, esta é a fase que a sociedade te dá liberdade para fazer qualquer bobagem. Quer encher a cara? Seus amigos estão lá! Quer cantar aquela amiga que nunca te deu bola? De repente, rola! Vai gastar todo seu salário no puteiro?! Teu chefe te consegue um adiantamento! Seria trágico, se não fosse cômico.

Já as mulheres se transformam na encarnação do rancor e da fúria, e é como se uma TPM do mal – sim, é para ter medo – as atingisse. Então, prepare-se para coisas como furar pneus do carro do ex, gritar na frente da casa do cara, enviar 50 torpedos em 40 minutos ou aparecer de surpresa e qualquer lugar que o incauto esteja, seja festa de família ou um barzinho, principalmente se “aquela piranha que ele está pegando” estiver junto. Se toda mulher é meio Leila Diniz, também tem dois terços de Alex Forrest implorando para serem libertados. Seria cômico, se não fosse trágico.

Tudo volta ao normal, ocasionalmente, assim que você cai na real e percebe que aquela vagabunda não merece seu sofrimento, ou quando você se toca que aquele zé-ruela sem futuro, além de mau-hálito, tinha o pau pequeno. E então está pronto para correr solto, ser feliz e quem sabe conhecer alguém especial…



Família de 1ª viagem #29 – “Ninguém segura esse bebê!”

12
nov
0

Coisa de criança é o car#$%lho! Ele faz de proposito!



Como ser legal (ou “Lie to me”)

30
out
3

mentiroso

Verdade seja dita: o que faz com que os seres humanos consigam viver harmoniosamente em sociedade, suportando-nos uns aos outros, sem que nos voltemos àquele instinto animal de pular na jugular alheia, é basicamente nossa capacidade de mentir.

Não, não me entendam mal. Não vou fazer uma apologia ao ato de enganar, trapacear e causar dano a alguém, mas estou falando da capacidade que temos de evitar aporrinhação desnecessária reescrevendo a realidade. Sim, deste jeito, durmo bem melhor a noite.

Sério, se o Diabo é o pai da mentira, aposto que a mãe é a Educação ou o Bom Senso.

Como é que você faz quando aquela tia da sua mãe te manda, de presente de aniversário, uma camisa com seu nome (de 5 letras) bordado em 9 cores diferentes, e depois te liga para saber se você gostou? Assumindo que não estamos tratando com uma velha sádica, que prefere sacanear os sobrinhos-netos, ao invés de falar mal das novelas da Globo, e sim de uma senhora simplesmente tão afetuosa quanto sem noção, não dá para dizer que achou a camisa “uma bosta psicodélica” e desligar na cara dela. Sim, esta alternativa vai te dar uma sensação de conforto e pode até fazer com que você queira emoldurar a camisa, mas seja por afeto, convenções sociais, consideração à velhinha ou à sua mãe que te suplica desesperada na sua frente, enquanto a veia de sua testa salta, você simplesmente agradece e diz que adorou. Não estou certo?

Tudo para manter sua imagem e deixar intactos os sentimentos alheios. Mentirinhas brancas, por assim dizer.

Eu consigo conversar com uma pessoa, por horas, sem ao menos tocar no nome dela, sendo social e amistoso, fazendo perguntas vagas que vão me dando o caminho de onde eu conheço a figura. Na boa, sou um cara social e acabo conhecendo muita gente, o que as vezes deixa a falsa impressão de que conheço bem a pessoa e de que ainda vou lembrar dela em dois dias. Então, quando nos esbarramos por aí, e a figura chega de assalto, já rindo de algo que não lembro ter dito e me apresentando à sua namorada, só me resta sacar meu guia de sobrevivênvia e perguntar coisas como “E o pessoal, tem visto?” ou “Você continua lá?”, esperando que o camarada tenha pena de mim e me dê uma luz. Mas quando o entojado pergunta se eu lembro dele, antes de eu acessar o “arquivo morto” do meu cérebro, só me resta dizer o bom e velho “mais ou menos” e deixa-lo com a sem graça obrigação de me lembrar do porque ele se considera inesquecível para mim. É quase certo que, no fim da conversa, quando eu conseguir contornar a situação, vai rolar aquele convite para um chopp no futuro e eu, carioca que sou, vou dizer de forma natural: “Beleza! Vamô marcá!”

Você pode até me achar um pouco ruim depois disso, mas faz aí um balanço dos últimos dois dias, ou veja bem como se safou daquele convite para formatura ou conseguiu sair mais cedo daquela festa de criança, pois “tinha o casamento de um grande amigo para ir, onde, inclusive, será padrinho do casal”. Isto é muito melhor do que dizer que você não quer ir e que considera o covite uma afronta pessoal, além uma prova cabal da falta de discernimento do sujeito. Esta mentirinha é uma forma de preservar a amizade, minha gente!

No final das contas, a mentira, a serviço do bem, deveria ser considerada uma forma de carinho!









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