Terminator: Salvation (ou “Who terminates the Terminator?”)

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Não contém Glúten, mas tem Spoilers!

Pior do que não dizer a que veio, é desdizer a que os outros vieram. Não entendeu?

Bom, Terminator: Salvation (Exterminador do Futuro 4: A Salvação) faz exatamente isso. Além de não acrescentar nada de interessante na série, ainda por cima me deixou decepcionado com o grande personagem da série: John Connor.

Ok, vamos do começo.

O filme nos leva para 2018, quando, enfim, a guerra travada pela resistência humana contra o domínio da Skynet e seu exército de exterminadores está comendo solta. E, nesta época, desperta Marcus Wright, um prisioneiro que, no longínquo ano de 2003, fez um acordo para participar de um experimento da Cyberdine, momentos antes de ter sua sentença de morte executada.

T4_poster_1Reparou que não mencionei Connor nem uma vez? Não precisei. O filme não é sobre ele. Sério: levando em consideração tudo que Kyle Reese disse no primeiro filme, e a forma como Sarah Connor o criou, eu imaginava o profético líder da resistência como um Aelius Maximus com metralhadora possante, mas ao invés disso, me entregam um sujeito que está convencido de seu papel de Messias e que é melhor em oratória do que como soldado. Se é para ser assim, prefiro seguir Fidel Castro, pô!

O cara manipula toda a guerra, com a desculpa de que o futuro da humanidade depende de Kyle Reese, quando na verdade, já que ele até aquele momento não fez nada determinante para o contexto geral, está é preocupado em não desaparecer, enquanto toca guitarra no Baile do Encanto Submarino! Tratante!

E, pelo amor de Neo, como é que máquinas podem ser tão burras?!

Se você encarar este Terminator como algo isolado, ele desce fácil como a ideia nadar pelado, a noite, depois que você já bebeu mais do que devia. Mas se você resolver colocá-lo como a sequência /  prequel, que ele é… meu caro, vai ser como se seus amigos engraçadinhos tentassem te convencer que você já chegou a piscina daquele jeito. E você sabe que não chegou. Você se lembra de ter colocado sua bermuda em cima de seus All Stars, perto da…

Onde eu estava?

TerminatorSalvation_T600_big-thumb-500x820-12861Sim! Como justificar a criação de uma máquina do tempo para enviar o Governator de voltar à 1984, para matar a mãe de Connor, se sabem quem é o pai do cara e que ele está no futuro?! É só matar o maluco antes do cara entrar no Delorean! Ou melhor, não inventa a porcaria da máquina do tempo! E se o cara é o número um na lista de execução (na frente do próprio Connor,valha-me, Halo!), porque prender o cara, colocá-lo em uma fila, e depois encerá-lo em uma cela mais aconchegante que a base em que ele estava escondido? Aliás, por que prender qualquer humano?! Matem os malditos carniformes, ora, bolas!

Posso estar reclamão demais, até porque o filme é uma diversão mediana. Mas o caso é que, sinceramente, se queriam começar uma nova franquia baseada na série, deveriam ter feito isso por completo, abandonando as referências – que só servem para colocar um sorriso no canto da boca – e partindo para a construção do personagem-chave de toda a história, coisa que não aconteceu. O que aprendi com este filme é que, se não dá para matar o passado, o lance deveria ser focar no futuro. Ainda mais se ele for presente… e o passado também. Sei lá!

15 jun|2009



COMENTÁRIOS

  1. Leonardo disse:

    Justo, muito justo.

    Eu que já sou muito mais bonzinho (e superficial) achei o filme divertido. O sorriso no cantinho da boca foi mais freqüente do que eu espera (“come with me if you want to live”), mas o BatConnor realmente ficou apagado.

    Daquilo tudo o que mais me incomodou foi a antiga e batida história de redenção do Marcus, dando o coração pro Connor, não precisava né, podia ser algo mais heróico, tipo, se jogar numa piscina de lava, de novo ;-)

    Foda o blog hein … keep up!
    abraço!

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