“The Spirit” estreou, esta semana, direto em DVD, sem muito alarde e isto explica muita coisa.
Filmes que saem direto para DVD são uma faca de dois gumes: ou são considerados sem mercado para lançamento no cinema, ou são ruins mesmo, o que significa apenas perda de dinheiro após o primeiro fim de semana de boca-a-boca.
E “The Spirit” esta completamente dentro da segunda opção. Sério.
O filme, que é a primeira investida de Frank Miller, mestre dos quadrinhos, é baseado na obra máxima de Will Eisner, autor que revolucionou a nona arte – estou falando de quadrinhos, leigo – e teve uma divulgação massiva lá fora, com dezenas de pôster geniais.
Eu estava muito entusiasmado para ver este filme. Apesar das comparações óbvias com “Sin City – A Cidade do Pecado” (baseado na obra de Miller e co-dirigido por ele), havia algo na divulgação que me lembrava bastante “Capitão Sky e o Mundo de Amanhã”, o que era bom – bem, pelo menos para mim, que sou a única pessoa que conheço que assume gostar do filme. Quer dizer, como este filme poderia não ser bom?
Simples: Miller perdeu a mão, o jeito, o mojo e transformou um filme em uma história que mais parece um misto Kill Bill com Comichão e Coçadinha, acontecendo dentro do universo de Sin City. “The Spirit” tem falas absurdas e forçadas, personagens bidimensionais e cenas constrangedoras. Não, não baixou o José Wilker em mim. O cara ainda esta vivo pela ultima checada que eu dei e eu ainda não acho a mínima graça em filmes de arte.
Pouco após uns 15 minutos de filme tive certeza de dali não sairia nada de bom. Afinal, se nem Samuel “Fucking” Jackson estava levando aquela bagaça à sério, não seria eu que levaria.
Como sou mal pagao para fazer muitas coisas, mas não recebo nada para fazer críticas, vi mais uns 20 minutos desta desgraça e parti para outra coisa.
Errata!: Os 2 comentários, que chegaram até o momento, me deram um puxão de orelha: The Spirit saiu no cinema sim. Fui eu que – Graças a Deus! – não fiquei sabendo disso e economizei a grana da entrada. Valeu, Paulo Saracchini e Laila Raeder pelo toque!

E foi aí que apareceu a chance de ver “Pagando Bem, Que Mal Tem?” (Zack and Miri Make a Porno), culminando com a salvação da minha noite por Seth Rogen e Kevin Smith.
A história do filme é simples: um casal de amigos, que se conhece há muito tempo e que mora junto, está completamente endividado, então decidem fazer um filme pornô amador para levantarem uma grana rápida.
Não dá nem para acreditar que há espaço para uma história sensível aí, certo? Quase não dá, você está correto, mas é aí que um diretor competente e um elenco afiado fazem milagres!
Bom, sou um dos caras que acha o Kevin Smith sensacional, apesar dele ter cometido “Jay and Silent Bob Strikes Back”, então não me surpreendi quando vi que o filme, que serviria apenas para tapar o buraco da noite, me cativou. Smith já fez boas comédias românticas, como o politicamente incorreto “Procura-se Amy”, que está no meu Top5 do gênero, e o bom água-com-açúcar “Menina dos Olhos”, que tem o Mario Gomes made in USA, Ben Affleck. Não, não sei de nada sobre o namorado de Matt Damon e histórias com legumes. Estou apenas fazendo uma comparação com os dotes artísticos dos dois rapazes.
Apesar de “Pagando Bem…” também ter saído direto em DVD por aqui, Seth Rogen está realmente numa escalada para o topo de Hollywood. Este é mais um dos filmes que cunha a imagem do comediante como o homem mediano normal, um cara sem uma beleza estonteante, sem um emprego excelente e sem um toque especial para nada, o que facilita a identificação geral com os personagens dele. E vale explicar que, pelo menos acredito eu, o filme não passou nos cinemas aqui, pois pelo tema, pela nudez e palavreado, a censura criaria tantas barreiras que, provavelmente, teríamos aqui uma recomendação igual a “Watchmen” (com suas fraturas expostas e estrovengas azuis).
Então, esqueça “The Spirit” e alugue “Pagando Bem, Que Mal Tem?”, pois o primeiro não serve nem para rir e o segundo, apesar de ser uma comédia, se leva a sério, e principalmente, te leva a sério.

Miller conseguiu chegar a um patamar que qualquer desgraça que faça, alguém sempre vai justificar. DK2 é prova, pois existe a turba que diz que a mini não passa de uma crítica / paródia de si mesmo. Se for isto mesmo, só matando o infeliz que criou uma expectativa imensa e fez uma continuação digna dos Irmãos Wachowski.
Meu medo é Sin City 2 vindo aí, com o 3 já engatilhado!
The Spirit é uma merda! Frank Miller tem mania de achar que é bom roterista de filmes, s´que não é bem asim. Se Lembra de Robocop 3? Roteiro dele. O Pior da Serie. Ele tem que se conformar e so ficar nos quadrinhos, e tentar não fazer merda por lá tambem, tipo Cavaleiro das Trevas 2. Abraços!!!
Pessoal, valeu mesmo pela mão. Já pus uma errata lá no texto, pois que acho “buchisse” fingir que esta bola não foi pisada por mim.
Abração!
Ahhh eu vi esse filme aí (The Spirit) num cartaz lá no cinema… é verdade não saiu direto no dvd não, pode não ter entrado em cartaz aqui na província !
Esse aí do filme pornô estou doida pra ver… opa, pegou mal essa frase. Ah! que se dane !
Beijos
Opa! The Spirit estreou nos cinemas brasileiros no dia 20 de março! Tive vários amigos que assistiram na época e, inclusive, tiveram a mesma opinião que você. Mas apesar de ter estreado com quase 3 meses de diferença do que foi inicialmente anunciado (janeiro), não saiu direto para DVD não..
Então o padeiro foi pedir conselhos ao mecanico…