Você conhece uma pessoa especial e o mundo fica mais belo, não é assim? Tudo fica com mais cor, a comida com mais sabor e a vida com mais prazer. Como é bom estar apaixonado e sustentar aquele sorrisinho abobado, de canto de boca, que você nem sente que está ali. O amor tem este lado fascinante e que dura em torno de um mês. Aí, vem a realidade – essa vadia vingativa – e joga tudo para o alto.
É incrível como relacionamentos podem ter este extremo: começando que é uma beleza, estilo fim de novela da Globo, e terminando like hell, com direito a escândalos, choradeira, bebedeira e orgias envolvendo animais exóticos de pequeno porte. Ninguém está imune a isto e basicamente todos que conheço já passaram por esta situação ou a criaram.
Primeiramente, digo que é fácil saber qual foi o lado da relação que tomou o pé na bunda: é justamente o daquela pessoa que diz que término foi consensual. Sejamos sinceros, minha gente, e vamos admitir de uma vez por todas que isto não existe, ok? Sempre tem um lado que toma fumo, sai lanhado, quer voltar ou não quer nem sair. Sempre tem um lado que resolve mandar a dignidade para o vinagre e suplicar, pedir e implorar, prometendo mundos e fundos, ignorando que com isto, os fundos já estão para jogo há muito tempo.
Estar no lado derrotado é uma experiência única. Eu, particularmente, não confio em ninguém que não tenha tomado um toco severo. Um término ruim de namoro, noivado ou casamento (ou qualquer prática de socialização entre dois indivíduos que envolva sexo regular) é a forma definitiva de você conhecer alguém de verdade. É ali que a figura vai encontrar seus extremos seja passando a noite comendo sorvete e chorando em posição fetal, ou bebendo tudo e saindo para fazer merda, independente de que merda seja. Aliás, o término ruim é onde o seu limite é definido. É onde homens se comportam como mulheres e mulheres se comportam como loucas.
Nos homens, a coisa toda se parece muito com um chute no saco na nossa moral e motivação. Digo de cadeira que, a fase inicial desta situação em um homem adulto, é muito similar a primeira decepção amorosa de uma garotinha de 11 anos. Sério, a única diferença é que nossa barba parece entender a necessidade do espírito e cresce mais rápido para dar o aspecto exato que sua fossa precisa. Fora que, quando você consegue se erguer novamente, esta é a fase que a sociedade te dá liberdade para fazer qualquer bobagem. Quer encher a cara? Seus amigos estão lá! Quer cantar aquela amiga que nunca te deu bola? De repente, rola! Vai gastar todo seu salário no puteiro?! Teu chefe te consegue um adiantamento! Seria trágico, se não fosse cômico.
Já as mulheres se transformam na encarnação do rancor e da fúria, e é como se uma TPM do mal – sim, é para ter medo – as atingisse. Então, prepare-se para coisas como furar pneus do carro do ex, gritar na frente da casa do cara, enviar 50 torpedos em 40 minutos ou aparecer de surpresa e qualquer lugar que o incauto esteja, seja festa de família ou um barzinho, principalmente se “aquela piranha que ele está pegando” estiver junto. Se toda mulher é meio Leila Diniz, também tem dois terços de Alex Forrest implorando para serem libertados. Seria cômico, se não fosse trágico.
Tudo volta ao normal, ocasionalmente, assim que você cai na real e percebe que aquela vagabunda não merece seu sofrimento, ou quando você se toca que aquele zé-ruela sem futuro, além de mau-hálito, tinha o pau pequeno. E então está pronto para correr solto, ser feliz e quem sabe conhecer alguém especial…
Filhote! Bom te ver aqui.
As piadas internas aqui são tragédias de domínio público. O tema é bastante aberto para todos aqueles com mais de 14 anos e já se apaixonaram pelo menos uma vez.
Quanto ao final, só poderia ser “para cima” mesmo. Aliás, sinta-se responsável por isso.
Abraço!
Vcs lembram que Blog por sua essência é público né … tipo piada interna não vale (ou não).
Mas o sinal de “get over it” do post é um ótimo sinal.
abraço!
… o importante é que não me encaixo em nenhuma delas! Só nessa agora!
Uma piada interna?! UMA?!!!
o importante é ter sempre uma piada interna… hehehe…
Tá bom, tá bom o penúltimo parágrafo já até sei em quem vc se inspirou !!! hahahahaha e não foi na Leila Diniz nem em Alex Forrest. Mas, deixa quieto !