Transformers: A Vingança dos Derrotados (ou “Bad Boys III”)

5 comentários »

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Eu assisto aos filmes de Michael Bay como assistia aos truques de David Copperfield: desligo o cérebro, volto a ser criança e acho fantástico. Trabalho assim com Bay desde sua estréia em “Bad Boys” e nossa relação vem funcionando bem deste jeito.

OptimusTransformers: A Vingança dos Derrotados (“Transformers: Revenge of the Fallen”) é um grande truque orquestrado por Bay para fazer você acreditar que está vendo um filme, quando, na verdade, temos um festival pirotécnico bem administrado. Sério, realmente bem administrado.

O filme te cola na cadeira em diversos momentos, com cenas de ação pornograficamente bem feitas. Sério! Michael Bay transformou os Autobots em guerreiros neste filme. Ora bolas! A intenção é demonstrar que há uma guerra a ser vencida contra os Decpticons remanscentes e conseguimos ter a certeza de Optimus Prime é o cara certo para liderar os humanos e os outros robôs do Power Rangers nesta empreitada. Aliás, o líder dos Autobots virou o melhor Wolverine que o cinema já viu. As sequências de luta, onde estão envolvidos Optimus e Bubble Bee, te fazem entender o porque da classificação etária ser 10 anos. Mas o resto dos Bots estão apagados que dá dó, inclusive a tão falada moto, que seria uma Transformer mulher. Sem qualquer alusão a Rogéria, débil, mas sim uma robô femêa, ok?!

StarscreamO problema é que o filme em diversos momentos cai para uma comédia boba, sem propósito algum. Os Autobots gêmeos, além de serem bastante inúteis, chegam ao ponto do irritante com seu esteriótipo de moleques da COAB. Quer dizer, destroem Jazz no primeiro filme, que tinha uma atitude “nigga motherfucker Samuel Jackson style” e voltam com B1 e B2 do gueto?! Ô, troca injusta!

E o Megatron deste filme? Valha-me Deus! Estou me esforçando para não entrar em detalhes, mas, para quem acomponha as histórias em quadrinhos ou desenhos há mais tempo – todo feito para vender, com êxito, brinquedos de todos os tipos e tamanhos, diga-se de passagem – sabe que o líder máximo dos Decepticons é o bad ass supremo e não o capanga mimimi que é mostrado filme.

transformers-revenge-of-the-fallen-movie_poster3Já o elenco humano não mudou nada. Shia Lebouf continua fazendo de Sam Witfibe o  cara comum no meio de uma guerra, Josh Duhamel e Tyrese Gybson continuam mostrando que o exército americano é formado por soldados que dependem mais de sorte do que de qualquer outra coisa, e Megan Fox…

Bom, não lembro muito da atuação de Megan Fox, mas você não acha que ela está lá para isso, certo? Megan vem apenas representar um grande fetiche. Ou você acha que mulheres atendem telefones, empinadas em cima de uma moto daquele jeito? Sério? Acredita mesmo? Ou você é um doente, ou vive num mundo melhor que o meu. Não sei qual alternativa me assusta mais.

Enfim, vá ver Transformers no cinema. Em casa, só no caso de sua sala contar com um belo e “estrambólico” Home Theater, para apreciar toda a beleza das explosões, tiros e metal retorcido que Bay proporciona. Do contrário, é melhor comprar uns bonecos do filme e fazer você próprio sua continuação.

 

29 jun|2009



COMENTÁRIOS

  1. Hahaha, é verdade! Essa dos fusos horários é difícil de engolir… Mas você tem razão, acho que estava errado ao dizer que discordava do que você disse… E também acho que, como recomendou o Daniel, tenho que assistir o filme dublado, porque, tentar ler legenda e acompanhar o que sepassa na tela, simplesmente não dá…

  2. Daniel Moto-Moto disse:

    É para crianças! só perde a linha algumas vezes, na versão dublada, tipo quando o Agente Simmons diz que está debaixo dos “escrotos” do robô! E ele falou com essa palavra mesmo.

  3. Leonardo disse:

    bom, concordo muito com o daniel!! só pra contrapor.
    É filme pra criança (como eu!) ;-)

  4. Fábio Scaffo, o Homem Baixo disse:

    Fala, Paulo!

    Vou colocar uns spoliers durante o texto para explicar porque eu discordo de você, quando você diz que discorda de mim, cara. Veja: um filme “bem administrado” está longe de ser um filme “bem dirigido”. Na verdade, seu comentário é quase um complemento ao que eu disse.

    Mas meu problema é mesmo com roteiro. Não enguli a Terminatrix, não tolerei não saber o que acontece com os demais Autobots no fim do filme, não entendi, até agora, o fato do Witfibe achar uma lasca boa do Allspark e nem ao menos cogitar em levar para o governo, mesmo depois de toda m…. que dá quando o negócio cai no chão. PQP! O outro pedaço que é um pouco maior tá mais seguro que as cuecas do Barack Obama!

    E tem muito mais buracos, cara. Não sei quantos fuso horários existem nos EU e A, mas reparou que era um dia lindo quando Mikaela foi para o micro falar com o jovem Indiana Jones, mas já era noite e a festa estava comendo solta na universidade do candango?

    Cara, comente sempre e comente muito! A hora que os comments virarem um tipo de fórum, teremos um gordinho feliz aqui. Dois aliás!

    Abração!

  5. Infelizmente, tenho que discordar… Principalmente do “bem administrado”, pois nesse filme parece Michael Bay desaprendeu tudo que ele aprendeu em anos de cinema… Você vê nos dois transformers como ele consegue ser extremamente criativo e tem muitas boas idéias para personagens, pois não apenas se limitou a usar o que já avia sido criado na animação oitentista. O problema é que dá para “perceber” isso nesse segundo filme, não dá efetivamente ” ver” quase nada! Em nenhum momento do filme consegui enxergar os tais ” gêmeos”, só sei como eles são quando estão em formato de automóveis, pois quando são robôs, não passam de borrões coloridos… Faltou bom senso ao Bay, se os personagens já são hiperdetalhados, e não param de se mexer, o que custa deixar a câmera parada em alguns momentos?
    E aquele robô perfuratriz, que luta contra o Bumblebbe? Nossa, eu queria muito conseguir ver aquele robô…
    Outro ponto é que o Bay não soube valorizar os momentos cruciais do filme. A batalha final (contra o Fallen) parecia ter a mesma importancia de que qualquer outra cena no meio ou começo do filme. Que por não ter nenhum respiro, pareceu muito linear.
    Mas eu realmente teria gostado muito desse filme, se ele fosse exatamente como ele é, mas se eu conseguisse enxergar algo dos robôs! que me pareciam mais imagens de caleidoscópios frenéticoais…
    Acho, que falei demais… Mas parabéns pelo blog, e ,comigo discordando ou não, as críticas dos filmes estão muito boas!

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